Como um velho corvo-comum



Teço poesias
[com fios do rebuço 
de olhares 
em tramas]
como

uma
arma[ção] entrincheirada superlotada de veleidades desmesuradas
que
a[r]ma
e

glorifica, em berro espiralado,

o pool
astronômico dos
sacrifícios sós: lá,
onde

as marginalidades insossas
não se aquietam
sobre

as f[l]endas que
esplendem, salgam
e
postergam
o condomínio filetado das
valas-comuns
do medo;

lá, onde,

as poesias verdes fritas
estão no frêmito das escamas
sensuais,

onde

os corvos, do contra, corvejam, crocitam,
e gozam,

portanto, sempre mais do
que

eu.


Imagem by NãoSouEuéaOutra

2 Response to "Como um velho corvo-comum"

  1. Um olhar em trama:

    dentro dessa trincheira enfileirada,
    entre escamas de um pool sem armas:
    glorifico o berro bennyano desse corvo que voa.
    saudações calangas, meu amigo!

    Puxa, a poesia não se cansa de Benny. Os Corvos são a lama da Vida, o apogeu de uma alquimia que sempre ressuscita-nos.
    Ler é devorar-me nas letras... mas elas escapam-me, e poema já vai longe!!
    Um beijo

BENNY FRANKLIN

Poesias Verdes Fritas

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